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20 mar 2017

Descobertas arqueológicas lançam luz sobre vida na época de Jesus

pedra-de-madalena

A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) apresentou neste domingo (19) dezenas de objetos que datam do século I. Os estudiosos creem que isso poderá ajudar a se compreender melhor a vida na época de Jesus Cristo.

O variado material, descoberto recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, inclui vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossuários com inscrições em hebraico e até pregos usados nas crucificações.

Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da AAI, explicou à imprensa: “Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários”.

Segundo ele, nos últimos 20 anos avançou-se muito na compreensão de como as pessoas viviam nos dias de Jesus. “A cada semana são descobertos novos elementos que permitem conhecer melhor este período”, comemora. Avni também ressaltou que foram encontrados, em alguns ossuários, “nomes de personalidades conhecidas graças aos textos desta época”.

Vasos de Vinho dos tempos de Jesus

Vasos de vinho descobertos recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, segundo a tradição, e apresentados pela Autoridade de Antiquidades de Israel. (Foto: Menahem Kahana / AFP)

Atualmente, a Autoridade possui um acervo com mais de um milhão de objetos descobertos em escavações. Todos os anos eles recebem cerca de 40 mil novos, vindos de 300 lugares em Israel.

“O essencial para nós é poder compreender muito especificamente o modo de vida da época de Jesus, do nascimento até a morte”, ressaltou o arqueólogo. Ao falar sobre a pessoa de Cristo, Avni ressalta disse que não há razão para duvidar que Jesus tenha existido somente por que os arqueólogos não encontraram provas físicas sobre sua passagem pelo mundo.

Há registros sobre ele e sua influência, mas muitos historiadores rejeitam os relatos bíblicos como fatuais, por isso acreditam que não sejam o suficiente.

Yisca Harani, uma estudiosa israelense do cristianismo, disse ao Times of Israel que a falta de evidência física sobre Jesus é um “mistério trivial”.

“Por que esperar que na antiguidade haveria alguma evidência de sua existência?”, disse Harani. “É a realidade da vida humana. São governantes ou militares que sempre tem sua memória inscrita em pedra e artefatos”. Ela acredita ainda o que maior testemunho de Jesus “são as suas palavras”.

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